A minha Fé é o Amor, e a tua qual é?

Um período de ausência de 1 ano e meio em blogposts. Julgo que foi o mais longo desde o "renascimento" deste blog. Poderia dizer que me faltaram as palavras, mas não. Algumas não as quis tornar tão públicas, outras quis apenas guardá-las para mim, muitas vezes apenas em silêncio ou como que numa espécie de "journaling".

2024 foi um ano avassalador, em que tudo aconteceu, em que tudo foi posto à prova e em qque no final do dia foi sempre o Amor que me salvou.

Não quero encher-vos os olhos de leitura pesada, ou contar-vos o que custa passar por determinadas experiências. Todos temos os nossos desafios e as nossas provações. Mas quero falar-vos de fé. Ou de Fé, essa com F maiúsculo, essa que enche o coração dos mais crentes e que todos os dias nos empurra para a frente para lidar com mais um desafio. 

2024 obrigou-me a deixar de planear e a cancelar planos. Ensinou-me que cada dia seria para ser vivido com calma e sem antecipações, da melhor forma possível. Relembrou-me que existem pessoas que estão connosco ao nível da alma e que mesmo longe ou perto estão destinadas a estar presentes e ao meu lado. 2024 ensinou-me a ler e entender mais sobre o meu corpo. Perceber os pequenos sinais de quando estou bem ou mal, de aprender a abrandar a respiração, de aliviar a tensão e de todos os dias determinar quando me deveria escolher a mim. Ensinou-me o que mais importa, num dia difícil ou mais fácil, e que tudo o que queremos é sentir-nos seguros, ser olhados com atenção, ter um propósito e saber onde pertencemos.  Sentir paz e sobretudo saber que por hoje, o que foi feito foi tudo o que conseguimos e que isso só por si é suficiente e a melhor forma de Amar.

2024 mostrou-me da maior forma de todas como a vida pode ser inesperada. Que crescer é muito bom e bonito mas que também tem um lado muito pesado. Obrigou-me a ter Fé para conseguir balancear o bom e o mau. Obrigou-me a desacelerar e deixar de conseguir estar presente em todo o lado, por fazer mesmo falta apenas num determinado lugar. Fui obrigada a viver o Agora de forma intensa e prolongada em que os dias passaram depressa e devagar ao mesmo tempo.

Este último ano e meio de forma grandiosa relembrou-me que o processo de viver não é fácil. Que nem sempre saberemos estar à altura, que por vezes seremos demais para alguns, e de menos para outros, e que na maioria das vezes sentimos que não cabemos dentro nós próprios por sentirmos demais. Vivi e assisti viver a coisas que não eram merecidas, e o "para sempre" tomou outro significado totalmente diferente. Aprendi e senti que todos temos a nossa Fé numa altura em que nada mais parece que nos pode ajudar. A minha Fé é o Amor. O Amor que tudo cura, o Amor que tudo sara, o Amor que tudo ultrapassa. O Amor que torna a jornada mais leve, que nos enche de estrutura e força para mais um dia que não sabemos como vai ser, mas que sobretudo nos mostra que não há impossíveis e que os milagres podem mesmo acontecer. 

É na vida a acontecer que sabemos que evoluir (também) é isto: acreditar que a vida nos irá sempre de alguma forma desafiar e desviar do caminho que acreditávamos ser o nosso, para nos mostrar que o caminho fará sempre sentido desde que haja Amor. E é onde há Amor, que nós devemos sempre estar.

No fundo queria apenas falar-vos de como o Amor foi e tem sido a minha Fé. De como se sente que não há cansaço que nos vença, nada que nos pare e nada que não conseguimos. Que não há limite para esse Amor e que no final ele é tudo: princípio, meio e fim. 

Este é possivelmente o primeiro blogpost que vos deixo em tanto tempo, assim como o último também, uma vez que como a maioria sabe, a Emejei aguarda a chegada (agora tão breve) do Maior Amor de todos.

Mas queria que todos soubessem e sentissem, cada um à sua maneira, que no final do dia: é o Amor que nos salva.

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