A dustland Fairytale*
Ele agarrava com toda a força a felicidade que ela lhe colocara nas mãos. Sem saber bem o que lhe fazer para não a magoar, ou deixar cair, ou até partir..carregava-a para todo o lado. Não a emprestava, mas partilhava-a, mostrando-a, exibindo-a. "Afinal, ela chegou até mim. Ela. A minha princesa". Essa felicidade trazia-lhe um aroma a romance que o deixava fascinado. Embebido em tanto, deixou-se levar pela felicidade e pelo romance que das suas mãos passava agora a invadir-lhe todo o corpo e a coordenar-lhe cada movimento. Sorria estupidamente cada vez que pensava nela, em tê-la consigo. Sentia-se criança ao imaginar que ela poderia ficar consigo para todo o sempre. Mas um dia acordou e sentiu-se vazio. Ela tinha ido embora. Sem aviso, sem recado, sem justificação. Tinha ido. Sem data de retorno...
* The Killers


Comentários
o vazio não abandona mas quem o faz sem uma palavra justificada não merece o desamparo dessas mãos.
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