have to´s

Um chá quente. Um passeio entre as luzes do Natal. Uma refeição naquele restaurante de sempre. Ela obrigava-se a sentir ao máximo cada sensação que a fazia sentir-se feliz. Agarrava-se ao momento, temendo que qualquer segundo de satisfação fosse roubado de si. O aconchego de cada sensação fazia-a sentir-se humana, com vida. Fazia-a pensar que apesar de meio século de vida, há mais para além disso. Há trocas de sorrisos, há olhares cúmplices. Muitas vezes sentia-se arrastar por uma montanha sem cume. Um rio que não desagua. A solidão tinha batido à porta e tinha-se instalado confortavelmente em sua casa. Pior, prepara-se para ficar por lá. E ela, ferozmente, se obrigava, mais uma vez, todos os dias, a sorrir, a olhar, a falar, a fazer.. porque sabia que isso lhe trazia alguma paz, algum sossego, à sua alma que já se havia deixado atormentar há tanto tempo...

Comentários

Ruas disse…
quem é ela? é real, ou ficticia? :)
M.J. disse…
nao sei bem :P acho que ambas :)
Cousine disse…
Bem bonito, gostei!! =)
Cousine
eli disse…
**** [] <3 gostei :D
sahara disse…
parecendo que não, essa necessidade imposta de sorrir e agarrar o mundo com as mãos ajuda e muito no combate à solidão. ela (a solidão) talvez nunca desapareça mas pode tornar-se uma companhia ligeiramente mais doce. ou agridoce. :)

boa maneira de pensar, e sentir, mary*

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