algures entre o mexer do café e o olhar fixo.
mexia o café sem parar e insistentemente. tinha o olhar fixo na senhora que acabara de se sentar no banco em frente ao café. porque sim. porque tinha necessidade de parar por uns minutos de olhar em redor, e fixar. sempre gostou de se sentar naquele canto. o seu canto. uma mesa para apenas duas pessoas, onde o sol iluminava apenas um canto e o ar condicionado chato não incomodava no Verão.
- então menina? hoje vai ser só o café? ou ainda está a espera de alguém?
- não, senhor chico. é só o café e sou só eu. obrigada.
era apenas ela sim. como tem sido nos últimos tempos. apenas ela porque não havia lugar para mais ninguém. nem ali naquela cadeira nem na sua vida. o seu coração estava ainda demasiadamente ocupado. e a sua alma explodia uma enorme confusão de sentires.
era apenas ela e só ela. ela e os seus pensamentos. os pensamentos que corriam enquanto observava as pessoas que entravam. eram as habituais. o senhor joaquim. a menina isabel. o antónio e a maria. o olhar deslizava por eles e o sorriso habitual com o usual deitar de cabeça em sinal de cumprimento.
e agora era só ela. o café que continuava a mexer. e a senhora lá fora que tinha também o olhar fixo nela. algures entre aquelas duas solidões havia uma paz a instalar-se.
e ficou assim. ela e a paz do momento.
- então menina? hoje vai ser só o café? ou ainda está a espera de alguém?
- não, senhor chico. é só o café e sou só eu. obrigada.
era apenas ela sim. como tem sido nos últimos tempos. apenas ela porque não havia lugar para mais ninguém. nem ali naquela cadeira nem na sua vida. o seu coração estava ainda demasiadamente ocupado. e a sua alma explodia uma enorme confusão de sentires.
era apenas ela e só ela. ela e os seus pensamentos. os pensamentos que corriam enquanto observava as pessoas que entravam. eram as habituais. o senhor joaquim. a menina isabel. o antónio e a maria. o olhar deslizava por eles e o sorriso habitual com o usual deitar de cabeça em sinal de cumprimento.
e agora era só ela. o café que continuava a mexer. e a senhora lá fora que tinha também o olhar fixo nela. algures entre aquelas duas solidões havia uma paz a instalar-se.
e ficou assim. ela e a paz do momento.


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