A permanência de se estar aqui, virtualmente.
Houve um momento em que pensei fechar as portas deste meu cantinho no final deste ano. Cheguei a estipular que no dia 31 de Dezembro, antes da festa das 12 badaladas e a viragem para o novo ano (que se deseja, claro, bem melhor que o anterior!) o In the Waiting Line fecharia portas.
O que me levou a tentar acabar com 6 anos de vida deste meu pequeno espaço? Talvez algumas invasões indesejadas. Saber que aquilo que colocava aqui era observado por pessoas alheias, com o intuito de querer saber mais de mim (mas sem interesse exactamente naquilo que tenho para partilhar).
Talvez também porque este meu cantinho carrega muito amor, muita amizade e muitos momentos alegres, mas muita mágoa, muita tristeza.
Pode ser, também, porque talvez a minha vontade de mudar de rumo pudesse começar com a simples parvoeira de mudar de casa virtual.
Mas na verdade não posso.
Não posso abandonar a minha linha de espera que me viu crescer a saber amar, a saber sofrer.
Não posso nem quero deixar o limbo que carrega a força das minhas palavras e as imagens de todos os momentos.
Não quero saber de quem ande a tentar incomodar ou a bisbilhotar sequer. Não quero saber de quem usa as minhas palavras para atingir alguma coisa.
Quero ficar aqui, em casa.
Com tudo aquilo que isso trouxer, de bom e de mau. E claro, quero ditar aqui os novos rumos que virão para mim! E muitos que serão de certeza!
Não posso nem quero fechar portas.
As saudades seriam imensas.
O In The Waiting Line está para ficar. De pedra e cal :)


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Kisses
Anonymous