Os filhos das minhas amigas são um pouco meus também!


O Miguel Araújo fez um sucesso tremendo com os maridos das outras, mas a música que me prende o coração e a alma é mais sobre os filhos 
Que é sempre uma alegria quando um bebé nasce, toda a gente sabe e a maioria de nós sente (sobretudo as mulheres) mas quando são os bebés das nossas amigas é muito mais que uma alegria.
Uma mulher que deseje um dia ser mãe, sabe no fundo (ou acredita) que não terá maior alegria na sua vida. O que uma mulher poderá não saber é que até lá (e acredito que para sempre) os filhos das suas amigas são também um pouco seus.
Ainda me lembro das minhas primeiras amigas (sobretudo aquelas amigas de longos anos) que me disseram que estavam grávidas. Em alguns casos chorei, noutros fiquei em histerismo total quase sem conseguir acreditar que estava efetivamente a acontecer e na maioria abracei com força e permaneci durante uma semana com a frase "estou tão feliz por ti" na cabeça e no coração. A verdade é que fiquei deveras emocionada e a viver a coisa como se fosse minha. 
Um filho de uma amiga nossa é uma continuação de um laço de amizade que é tão nosso e inigualável. É o estender de um amor, de um carinho e de uma preocupação genuína para a qual não há ainda palavras que expliquem. É o aumentar da família que escolheste, que pode por vezes (se tiveres sorte) ser também a tua família de sangue.
Há quem diga que é como o bocejar. A tua amiga boceja, tu vês e bocejas no seguimento. Portanto neste cenário, as tuas amigas começam a ter filhos e as restantes seguem a onda, a coisa espalha-se e subitamente "puff, fez-se o chocapic" por tudo o que é lado e tens montes de amigas grávidas. É verdade que se solta um animal maternal em todas nós e andamos envolvidas em fofices para estes novos membros que vêm invadir a nossa vida de alegria e correrias boas.
O que mais me deixa feliz é saber que esta onda é cíclica e sem termo. Há coisas que é uma maravilha sentirmos e que não têm fim. A tua amiga A. engravida, a tua amiga J. tem um baby, a tua amiga L. também tem e passados alguns anos repetem-se as alegrias com as mesmas amigas, e vem uma novidade com a amiga F. ou P. ou H. ou M. ou R. ou a C. e por aí fora. É contagiante e viciante viver esta alegria!
Queres viver cada segundo, acompanhar a barriga a crescer, os planos, as primeiras consultas e ecografias (apesar de não perceberes nada do que vês!) queres saber tudo sobre os últimos dias ou minutos antes do parto (e os primeiros também), as primeiras semanas do bebé, os primeiros sorrisos. Queres ver crescer, em centímetros e em tudo o que o torna pessoa. Adoras abraçar e sentir aquele cheirinho que é tão teu também já. Adoras ver o quanto isso mudou em ti, o amor que te invadiu, mas ainda adoras mais ver como as tuas amigas ficaram mais bonitas e tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais "apenas" porque foram mães.
Ficas feliz demais por saber que tudo mudou, e que ao mesmo tempo tudo permanece igual, mas que a consequência disto foi apenas e só uma: o amor aumentou (multiplicou-se).
Os filhos das minhas amigas não são só os filhos das minhas amigas. São muito meus também. Eu sou a tia, a amiga, aquela que vai sorrir com eles e limpar-lhe as lágrimas também, sempre que puder e sempre que for preciso. Os filhos das minhas amigas são a continuação delas na minha vida e não há nada que possa ser mais bonito que isso, pois não?


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