Toda uma infinitude de "Ses"



Desde o último texto até agora vai mais de um mês, quase dois na verdade. Quase dois meses e uma infinitude de "ses" me passaram pelas mãos, pela mente, pela vida. Questionar os "ses" desta vida tem sido algo que me tem assombrado (creio que positivamente) nos últimos tempos. 
Quem nunca teve pelo menos um momento (e estou certo que nunca foi único) em que questionou o que poderia ter sido, ou o que poderia ter feito de diferente "se" qualquer coisa que não aconteceu, sobre a qual não se agiu, tivesse acontecido?
Eu tenho agradecido todos os dias, sempre que acordo, aos "ses" que a vida me colocou. E sobretudo aos "ses" que me foram colocados nos últimos 3 anos. Muitos deles valeram-me hoje muita da felicidade e estabilidade que tenho na pessoa que caminha ao meu lado. Agradeço todos os dias aos maus momentos pelos quais tive de passar e às pessoas que foram colocadas no meu caminho até lá porque na realidade tudo me trouxe até aqui e me encheu o coração de "ses" gratos.
Agradeço todos os dias pelos "ses" que me obrigam a não me acomodar com o que existe, apenas porque existe. Que me obrigam todos os dias que me levanto da cama a pensar que o dia poderá ser melhor, e que sobretudo, que me obrigam a ser mais e melhor. 
Agradeço sobretudo pelas decisões que tomei. Por todos os "ses" que fui ignorando pelo caminho, sem medo da dúvida, ou então com tanto medo que não fui capaz de os enfrentar. Agradeço também àqueles "ses" que me impus na altura ou no momento certo, ainda que por muitas vezes tenha sentido que já foi tarde demais.
Eu sempre fui uma pessoa sem uma crença propriamente definida. É verdade. Nunca fui crente em Deus de forma a que essa fé me ajudasses a justificar e a aceitar muito do que a vida nos traz. A vida ensinou-me que a sorte e o azar são parte do nosso caminho. Há pessoas com mais sorte e pessoas com mais azar. Depois há os "ses". Aqueles malandros que nós colocamos a toda a hora na nossa vida e que nos obrigam a dar os passos (maiores ou mais pequenos) necessários nesta estrada em que caminhamos. 
Bendita essa infinitude de "ses". Que nunca nos faltem as dúvidas, as incertezas e sobretudo a modéstia de agradecer os seus resultados e a força para os combater sempre que for necessário.

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