E a tua força, de onde vem?



Eu sei, eu sei. A espera é sempre longa. Comecei convicta de que o objectivo de 12 blogposts por ano me daria a oportunidade de fazer um por mês, mas estamos no mês oito e tenho dois textos escritos em 2023. Se dá tempo para escrever um texto por mês? Claro. Várias vezes no final do dia de trabalho penso que "de hoje não passa" e passa sempre, ou em muitas outras vezes quando reparo o mês passou e eu nao dei conta disso. Nestes sete meses passados dei por mim a ter várias ideias sobre temas, ou a surgirem-me emoções que me escorregam pelas mãos e passam da caneta para o papel em segundos, mas a coisa tem ficado por aí... Acreditem, têm sido meses intensos, de tanta mudança e de tanta coisa ao mesmo tempo. 
Ora, em resumo, a Emejei tem 5 meses para vos dar este e outros 9 blogposts. Se é possível? Certamente. Se vai acontecer? Não sei, mas prometo-vos o compromisso de o tentar arduamente, especialmente por não querer falhar aos que nunca falham em me ler.

Com a ajuda das redes sociais (claro!), a Emejei tem-vos questionado sobre o que gostavam de ler, quais os vossos interesses, e quando vos pedi o que gostariam de ler num próximo blogpost, uma querida amiga sugeriu-me que vos contasse de onde vem a minha força. A dica fez-me sorrir, e ao longo de alguns meses ideias sobre o tema têm emergido com alguma natural frequência.
Ao longo da vida tenho ouvido e algumas vezes sentido que sou uma pessoa forte. A realidade é que todos somos, sempre que nos é preciso ser. O cliché assim o diz, mas não discordando do mesmo, prefiro um outro: "Juntos somos mais fortes!"

Respondendo à minha amiga P. e partilhando com todos vocês, é daqui que vem a minha força meus caros. De estar junto. Mais do que ter muita força, estou certa que tenho muita sorte com as pessoas que me rodeiam. A minha força vem do reencontro, ou até quem sabe, apenas do encontro. De me encontrar nas minhas escolhas e sobretudo de acreditar nelas. A minha força vem do foco, da disciplina, da rotina, da quebra da mesma, vem de tudo aquilo a que eu me permito viver diariamente e com quem o escolho partilhar.

A minha força vem de coisas simples como cantar no chuveiro logo pela manhã, de respeitar as diferenças das pessoas que me rodeiam (em especial as que vivem comigo) e compreender que isso é essencial para um caminho tranquilo e feliz. A minha força vem de nunca perder de vista o lado romântico da vida, de apostar em surpresas, de ter saudades imensas, de dar segundas oportunidades (mas nunca terceiras), de ouvir todos os dias as minhas músicas preferidas.
A minha força vem de estar junto. De poder dizer às minhas pessoas a falta que me fazem e as saudades que tenho delas, e o quanto as amo. De lhes mandar mensagens só porque sim, ou de as abraçar sempre que as vejo com a mesma intensidade (quer as tenha visto ontem, ou não as veja há um mês).
A minha força vem sobretudo de me aceitar, de aceitar as minhas circunstâncias, de poder fragilizar e ter um colo (ou vários) onde cair, de arriscar e aceitar desafios, e partilhar esses medos e essas alegrias. De amadurecer e de aprender. Cair, levantar, cair de novo e levantar mais uma vez. Essencialmente de aceitar o que não consigo controlar e dar o melhor de mim em tudo o que consigo alterar.
A minha força vem de todos os lados e de lado nenhum. A minha força não é só minha, claro que não. Ela vem das minhas escolhas certas, dos meus erros, dos meus arrependimentos, das minhas memórias mais felizes (e tão cheias das minhas pessoas) mas sobretudo daquilo que o meu coração canaliza.

Se ter força por todas estas vias não é um super poder, então o que é?
E o teu super poder, a tua força, de onde vem?

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