Escócia, uma esmeralda cheia de sorrisos e histórias para contar

Todo os anos fazemos uma viagem em família que se iniciou com a tradição de ser viagem de primos e se extendeu a pais ou tios até. Este ano fomos só os dois primos conhecer parte da Escócia. 
Entrar em Edimburgo foi quase que como algo mágico. O autocarro que apanhámos no Aeroporto (aconselho vivamente para quem se hospede na Old Town, é rápido, confortável e para quem não carregue a casa às costas é uma opção bem mais em conta que o Uber ou o taxi) deixou-nos na famosa Princess Street que assim que meti pé em terra me deu uma vista linda sobre o Castelo e os Jardins. Foi um automático "UAUUUUUUUUUUU!!!"
O caminho até à casa, que percebemos depois que ficava numa rua super conhecida, Victoria Street, foi feito a pé e bem apreciado. Tudo é grande ali, não só em tamanho mas como em beleza. Tanto verde e tanta construção ainda antiga. 
Traçámos facilmente o roteiro para os dias que estariamos em Edimburgo (3 dias e meio), sendo que um dos dias iriamos às Terras Altas e ao Loch Ness. Eu já ia com a ideia pré-concebida de Edimburgo  ser uma "Londres" mais pequena e com mais história mas houve muito para além disso que me surpreendeu:

- As pessoas: Os Escoceses são altamente bem dispostos. Agradecem até o facto de pedires um copo de água num café. Dão indicações como ninguém, com a genuína preocupação de te fazer chegar onde queres da forma mais fácil. Orgulhosos da sua cultura e do seu país, sempre que pedia que me aconselhassem um prato ou a sua cerveja preferida, eles perdem o tempo necessário a explicar a escolha e a fazer-nos acreditar que melhor que aquilo era impossível. Aproveitam o sol, a chuva e o vento frio sempre com um sorriso imenso no rosto. São excêntrico (bebem que nem animais! ahah) mas tipicamente são muito educados (a maioria, claro). Foi uma das maiores maravilhas que encontrei nas Escócia foram as pessoas.

- O verde: Há verde de perder de vista numa cidade tão pequena. Parques em todo o lado. Há 3 colinas na cidade que foram formadas por um vulcão durante a sua atividade. Uma sendo Castle Rock suporta o castelo, depois existem Calton Hill e Arthur´s Seat. Resolvemos deixar o Arthur´s Seat para trás e desfrutar das outras duas. Todas as principais zonas da cidade têm jardins que estão incrivelmente bem cuidados. Em cada jardim se sente o carinho do local. Há imensos bancos (e cada um tem um letreiro que conta a história de casais ou familias que ali se sentavam) para que possamos sob todos os ângulos disfrutar da paz de ali estar e das vistas maravilhosas.


- Os pubs: Há imensos pubs que são aquilo que nós conhecemos como os pubs ingleses. Depois há aqueles que são diferentes, estilosos e super fancy. Seguindo a sugestão de amigos fomos  à Destilaria de Gin (sendo que o Whisky é que é a loucura na Escócia) mas foi imperdível. O local mantém a decoração de uma destilaria e tem salas privadas para grupos. É lindo e super agradável. Fomos a Pubs com cervejas produzidas no próprio local e o mais agradável foi que isto era tudo ali quase ao lado de casa.


- Airbnb: Tive a sorte de ficar numa casa do Airbnb maravilhosa. Foi a quinta vez que usei o Airbnb no estrangeiro e que a casa finalmente foi uma superação do esperado. Não é que tivesse estado em casas sujas, mas esta era um abuso de limpeza. Até brilhava. A localização era mais que perfeita e era uma casa espaçosa com uma pinta de decoração. Ah, e não é que seja mandatório, mas ter Netflix paga num apartamento ao final da tarde ou noite para ver uma série e descansar, é priceless :)

Bad points foram, como já esperado, a comida nacional. Bom... não é divinal, nem péssima. Fish & Chips não me encanta e as empadas não são melhores que as nossas, diria que nem sequer são tão boas. Agora sendo a Escócia um país com zona costeira, o marisco é bom, esse não deixou dúvidas. Comer e beber é caro (mas também não é novidade no Reino Unido) e a carne deles é algo muito bom também (não faltam vaquinhas naqueles pastos imensos de perder de vista). Apostámos imenso no Zomato e acabámos em restaurantes asiáticos e mexicanos a maioria das vezes.


Meus amigos, Edimburgo é lindo. Tem história a cada canto, e correr a cidade a pé e entrar onde nos apetece é super agradável. Muitos museus são gratuitos e nos que se paga a entrada não é um preço exurbitante (excecionalmente no Castelo - mas que é uma visita "must go!"). Andámos uma média de 14km por dia, nas ruas e dentro de algumas atracções. É fácil encontrar roteiros na internet e todos falam mais ou menos do mesmo, portanto não vou tornar este post, mais um deles :)



O que vale mesmo a pena dizer é: A Terras Altas são incrivelmente bonitas!!! Paragem obrigatória na Escócia. Mas é que tem mesmo de ser. Ainda que seja breve (12h) como a minha, é imperdível. O verde é imenso. Tem montanhas para todos os gostos a nível de tamanho, feitio e dégradé de tons de verde. É um sonho. Há montanhas com neve no meio de montanhas verdes e com Lagos imensos por tudo o que é lado. Cenários do Harry Potter, do Brave Heart, do 007. É um afogar de emoções!!!  O Loch Ness... bom... é um lago enorme. Mas não em surpreendeu, devo confessar. Se calhar porque não encontrei o Nessie, mas não foi um fascínio para mim. O bom de ir ao Loch Ness é mesmo porque durante a Tour de barco aprende-se imenso sobre a história de como se formou aquela imensidão de água e as suas características (ser escura e não se conseguir mergulhar com visibilidade lá, ou de ter pouco sal e não se conseguir boiar e ser altamente difícil nadar em águas tão geladas). Mais uma vez as pessoas que nos guiaram por este dia de encantos foram igualmente encantadoras. Não houve falhas em nada, sobretudo no que diz respeito a passarem-nos sorrisos e informação sem preço. 



Não era um destino que tivesse na manga para sair nos próximos tempos (apesar de sempre ter achado que devia ser lindo). Quis viajar primerio por Paris, Roma e cidades imponentes e incriveis, sob as quais já há um nível bem alto de expectativas. Mas foi a escolha perfeita, com a companhia perfeita. Foi uma viagem de primos que possivelmente não se irá repetir (porque o mundo é grande de mais para voltarmos lá) mas que não iremos certamente esquecer.

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