Emejei contra o Covid-19: dia 16

Hoje é o 16º dia de quarentena por estas bandas. Todos os dias muda algo, todos os dias os números aumentam e todos os dias nos reajustamos a uma realidade que nunca foi sequer imaginada por qualquer um de nós.



O pior destes 16 dias:
  • A primeira choradeira compulsiva: durante um fim de semana frenético de limpezas variadas e bastante completas, deu-se que parti uma das peças cá de casa com o maior valor sentimental possível para mim. Tem conserto? Tem. Mas vocês sabem lá o quanto me partiu o coração ver aquilo acontecer. Conclusão: muita tensão de 16 dias libertada ali em 15 minutinhos.
  • O estar longe para as diversas comemorações: Desde aniversários aos quais nunca nos ausentámos, ao nosso aniversário de namoro poder ter uma comemoração como gostamos, houve um misto de emoções a bater aqui à porta. As chamadas online mostraram-nos que continuamos unidos mas a saudade e a gestão emocional perante a impossibilidade de poder abraçar forte quem queremos, deixou um vazio grande e uma frustração maior ainda. Conclusão: muitos abraços guardados para vários encontros já prometidos no futuro.
  • Estado de emergência: O medo aumentou e a realidade imposta e as regras do jogo agora são outras. Mais severas e mais assustadoras. Os números aumentam e com isso aumenta a angústia de saber que este estado pode prolongar-se. Conclusão: Aumenta o medo, aumenta a precaução. Sejamos cuidadosos, por nós, por todos.
  • A vida em casal 24 x 7: Ambos perdemos os nossos momentos. Os momentos só nossos e os momentos de rapazes (para ele) e de raparigas (para mim). Conclusão/Solução: nenhum de nós se vai baldar aos próximos eventos sendo que vamos tirar a barriga de miséria de tempo a dois, certamente!

O melhor destes 16 dias:
  • Tivemos direito ao primeiro concerto online e em direto e privado (familiar). Que gostinho bom para um Sábado à noite, heim?
  • A vida em casal 24 x 7: Este isolamento tem fortificado muita coisa e sem dúvida que a partilha e a cumplicidade que nos caracteriza está mais forte, mais marcada. E claro, para os momentos menos bons, é muito bom ter no imediato um abraço forte para nos dar aquele conforto.
  • Treino em casa: Entre caminhadas (sim, temos o campo ao lado de casa, e que sortudos que somos por isso!), aulas online de diferentes tipos de treinos e até relaxamentos e alongamentos estou agora mais fit e tenho certamente treinado mais do que nos últimos dois meses. Se houver Verão este ano fora de casa, quem sabe não estou na linha até lá!
  • Comemoração dos 3 anos de "nós": Pedimos entrega de sushi em casa e enfardámos como se não houvesse amanhã. Toda uma ginástica para tirar tudo em segurança das embalagens mas que valeu pela vida. 
Mantêm-se as saudades (que aumentam com o facto de agora não nos podermos ver porque a situação assim o impõe), mantém-se a rotina intensa de trabalho com imensos desafios diários, e mantém-se a constante imposição de criar uma rotina nova e que possamos considerar saudável cá por casa.
Ainda nao metemos em prática as leituras porque armámo-nos em heróis da limpeza cá por casa, mas pronto, uma coisa de cada vez e a seu tempo.
Os níveis de sanidade mental parecem-me equilibrados (poderiam estar pior), perdi 1Kg desde que demos ínicio a esta caminhada, e para já não têm havido tempo mortos a não ser os desejados serões no sofá, sempre que possível, a papar séries.

E vocês, como se estão a aguentar?

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